quinta-feira, 14 de junho de 2007

A ETERNA REFORMA AGRÁRIA

Comentário de: Ediloy Antonio Carlos Ferraro [Visitante]
14.06.07 @ 19:21

Já diziam que enquanto a reforma agrária não for entendida fora de um discurso ideológico (no sentido político em que comumente se aplica) , será sempre mal entendida...

A principio pode parecer uma reivindicação de expropriação anti-capitalista, cabal engano.

Dar terra a quem não tem é tornar alguém proprietário, incompatível com a retórica da esquerda tradicional que prega a socialização avessa à propriedade privada...

Louve-se, contudo, as operosas e bem sucedidas cooperativas de trabalhadores rurais que se associam para usufruir de insumos e instrumentos agrícolas mecanizados, o que individualmente seria impossível.

Esse modelo cooperativo deveria ser um parâmetro para essa atividade comercial, com o mesmo zelo com que trata o governo com a agro-indústria e os criadores de gados nas intempéries climáticas, pragas ocasionais, oscilações cambiais e nas endemias de febre aftosa e outras.

Os recursos dos Bancos de fomento estatal, BNDES, BRASIL, CEF, NORDESTE,destinando e democratizando o acesso a investimentos e criando políticas de preços mínimos para os núcleos cooperativos se fortalecerem e expandir.

Sendo a terra patrimônio nacional como matriz primária na produção de alimentos, convém medidas que inibam a especulação imobiliária em extensas áreas, favorecendo o latifúndio improdutivo. Isso, contudo, tem sido argumento para a proliferação de Movimentos reivindicatórios cada vez mais insaciáveis...

Denúncias em passado recente nos dão conta de que “expropriados” fazendeiros tiveram suas propriedades supervalorizadas, em conluio com esses movimentos, visando enriquecimento ilícito dos envolvidos...

Qual o mapeamento disponível para aferição se os assentamentos permanecem nas mãos de seus originais beneficiários ou foram transacionados a terceiros ?

O governo exibe números e avanços dentro da política agrária e é contestado por líderes desses movimentos...

O que falta é a transparência, é entendermos qual a disponibilidade de terras passíveis de expropriação indenizada pelo Estado para fins da reforma agrária.

Contudo, sob essa bandeira, não há mais como tolerarmos atos de vandalismos e atentados ao Estado de Direito, situação em que os governos vêm mantendo com demagógica leniência.

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