quarta-feira, 5 de setembro de 2007

BANCO DO BRASIL: PÚBLICO OU PRIVADO ?

Comentário de: Ediloy A.C. Ferraro [Visitante]
05.09.07 @ 18:26

A pergunta é : que diferença faz para o correntista, visto que em ambas as situações o sistema é caro e abusivo ?

Poderíamos argumentar que um Banco Público pode realizar uma concorrência dentro de um mercado livre oferecendo opções melhores à população, muito bem assim, mas será isso o que acontece ?

Em atendimento, o público e o privado em nada difere. Ambos são impessoais, com tarifas abusivas e funcionalismo indiferente à população postada em intermináveis filas...

Cada vez mais informatizado, cada vez menos personalizado. Falamos e nos correspondemos com máquinas programadas, exceção é quando somos atendidos por alquém em carne e osso, isso quando não nos remete a outro setor, que , por sorte, será atendido também por um humano...

Não basta mais o discurso ideológico, o tal do patrimônio público intocável, não que eu defenda a privatização do Banco do Brasil ou da CEF, mas temos que cobrar uma contra-partida, afinal, se é nosso, do Estado, que vantagens temos como cidadãos ?

Os Entes públicos federais ou estaduais são mais benevolentes à população em suas políticas de crédito ?Alguém sabe o que significa ser 'empreendedor" em um País com um sistema bancário que prefere emprestar ao governo, através de seus títulos de dívida interna, do que emprestar para a iniciativa privada, que falece precocemente por falta de capital de giro ?

Não fossem as figuras das " factorings" para agilizar as transações de crédito, o sistema bancário é inoperante e inacessível e talvez as pequenas e médias empresas não tivessem nenhuma longevidade, atoladas em legislações anacrônicas, caras e impraticáveis.

Não temos, em suma, um sistema bancário ágil e eficiente para propulsar empreendimentos. Os Bancos ainda preferem a mamata de rolar a dívida do governo, sem correrem maiores riscos. O ganho inflacionário foi substituído pelos serviços da dívida pública e pelas extorsivas taxas empurradas goela a baixo dos correntistas.

É oportuna a questão. Como cidadãos, que queremos a manutenção de empresas públicas, que tal começarmos a cobrar o que elas significam em retorno para o coletivo, ou será que atendem a somente uma casta de seletos funcionários, com benefícios inacessiveis aos demais mortais da tal " iniciativa privada " ?

Se for assim, tanto faz o público ou o privado !

Um comentário:

Smith disse...

A diferença entre um banco público e privado:

carta ao secretário de tisouro, por Thomas Jefferson, 1802

http://www.mises.org.br

E o filme: The Obama Deception