segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DESPEDIDAS

Ironias que a vida nos prega
Ausências repentinas, definitivas
Lembranças reavivadas em fotos
Saudades dilaceradas, murmuradas
Em frases, buscando ecos distantes
Revivendo momentos passados
No lodo do tempo, inexpugnável, amargo

Como a nos lembrar a cada passo
De tudo dado, retirado, 
Sorrisos e abraços,
Num humor negro, desgastado
Em um palco deserto de uma trama sórdida
Levando afetos, em gestos bruscos
Tiranizando sentimentos, sufocando a alma
Amigos sepultando amigos, lágrimas derramadas...





3 comentários:

Dulce Morais disse...

Que tragédia pungente!

Anônimo disse...

... incrível, suas palavras denotam exatamente a sensação da ida sem recado, sem despedida, sem intenção...

saudade é apenas uma dor que aumenta.

Adorei!
Marcella Barbosa
marcella_bbs@yahoo.com.br
01/11/2012

(SITE DE POESIAS)

Anônimo disse...

Caro poeta,

A coesão das palavras, uma precisão na mensagem de um texto conciso.

Sábio, parabéns!

JANDERLEI NASCIMENTO
janderleisilva@yahoo.com.br
06/11/2012

(BLOG DO LIMA COELHO)