São Paulo / SP
Empatias
Reter com os olhos
Vendo além destes Surpreende-me
Captando nas entrelinhas
Construindo uma imagem Colecionando conclusões
Ocorre-me nestes momentos
Montando um difuso mosaico Acima do visto, o imaginado
Assim a alma desnuda
Do interlocutor desavisado Apresenta-se-me no ideário
Baú hermético, inescrutável
Impressões recolho No silêncio censuro, ou aplaudo
Não sei ao certo
Se o percebido a mais
É real ou imaginário
Vasculhando absorto
Em alheios interiores Refletindo-me neles
Não sei o que busco
Talvez a mim mesmo No outro, me entendendo...
publicado na Antologia de Poesias
VERSOS REPLETOS NA NOITE VAZIA, editora CBJE- Rio de Janeiro/RJ, abril de 2013. |
MORTA SEREI ÀRVORE SEREI TRONCO SEREI FRONDE. NÃO MORRE AQUELE QUE DEIXOU NA TERRA A MELODIA DE SEU CÃNTICO NA MÚSICA DE SEUS VERSOS. Cora Coralina, poetisa (1869-1985)
sexta-feira, 19 de abril de 2013
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