MORTA SEREI ÀRVORE SEREI TRONCO SEREI FRONDE. NÃO MORRE AQUELE QUE DEIXOU NA TERRA A MELODIA DE SEU CÃNTICO NA MÚSICA DE SEUS VERSOS. Cora Coralina, poetisa (1869-1985)
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
MEU TESOURO
naquela caixinha cabia o mundo
miúdos restos e tranqueiras
meu tesouro amealhado
botões velhos bolinhas de gude
imagens de santinhos venerados
soldadinhos de chumbo e tudo mais
os habitantes do recinto amontoados
guardados no alto de uma estante
revirados amiúde e esquecidos
recipiente de magias e encantos
a sete chaves protegido
minhas lembranças de menino...
ANO NOVO !
como espoucam os rojões
festejamos o novo ano
gritos e canções
encantamos
nós mesmos
como podemos
alimentamos ilusões
necessitamos delas
carecemos
juntos vibramos
a virada do calendário
e infantis festejamos
que pena
quimeras passageiras
quisera eternas...
...as ilusões !
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
MORRER...
transmutamos
trocamos/perdemos
células velhas
permuta perene
numa troca infinita
vamos envelhecendo
no peso dos anos
o vigor que escasseia
e a mente armazena
sentidos e emoções
que o tempo
não desfolha
ainda que a memória
falhe
o espírito recolhe
evolução da caminhada
cada um
infinito a ser percorrido...
VIVER...
viver é uma sequência cronológica
em dias de sol ou chuva
temperaturas amenas ou não...
é a nossa ilusão que encanta
fazendo de cada manhã
um recomeço prazeroso
bendita ilusão que encanta
olfato que cheira sutilezas
sentidos que porejam emoções
fazendo da sucessão de dias
esperanças lindas de se viver
em cada amanhecer que a vida nos concede...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
COLORINDO

expressando
sentimentos
momentos
sinais
coloridos
nos atos
sol amarelo em zênite
avermelhado poente
alaranjado nascente
primárias cores
em misturas
ingredientes
bolo confeitado
luzes opalinas
vida enfeitada
pelas sutilezas
maviosas leves
num bailado
esvoaçantes seres
na dança ritmada
colorindo
imperceptíveis
maestria
mesclas
luzes
vivificando
os dias...
MÁGOAS...
quando na conversa
mencionaram
inadvertidos o nome
proscrito arquivado
sepultado
ressuscitado num átimo
a figura defenestrada
ressurgiu viva
trazendo o esquecido
que jamais se esqueceu
permaneceu intocável
qual doença brava
cujas raízes retornam
depois da ablação
do tumor extirpado
e num ato cortez
revolveram a ferida
e mudaram o rumo
a falação desperta
deserta de sentido
cravou fundo
ferindo sangrando
num brinde
mágoas recolhidas...
SEGUNDA-FEIRA

a Segunda-feira chegou lembrando
que era o ínicio útil da semana
amargos resquícios domingo na boca
e tudo recomeça
como se tivesse pressa
relógios e agendas marcando passos
sons chegam do exterior
ônibus cheios e matraquear de estacas
pulsam enérgicos na colméia humana
tempo abstrato cronometrado em frações
cada espaço um compromisso fazendo sentido
a correria corriqueira constituindo horários
e a vida doce na labuta lida
no movimento movimentam todos
aguardando o intervalo fim-de-semana que vem...
sábado, 27 de dezembro de 2008
PINTURAS
traços
precisos
definidos
retratam
visões
sentidos
expressos
concebidos
emotivos
nas cores
tinturas
pinturas
imagens
sonhadas
idealizadas
poemas
captados
em pincéis...
ILAÇÕES...

o encontro das ondas na quebra mar
me carregam em devaneios receios
no balouçar fremente das águas revoltas
idéias remotas incômodas de todos os tempos
encontro-desencontro-descompassos
reflexões que acalmam e incendeiam simultâneas
chamas tépidas mornas que queimam leve suave
aquecem antes de ferir gostosas de sentir
como uma feridinha que tiramos a casca para coçar
o que é tudo isso ? episódios de longo enredo
histórias a serem escritas intermináveis infindas
inúmeras personagens em cenários diferentes
de onde a melancolia as saudades de não sei de onde
o viés da visão nas coisas corriqueiras a sofrequidão
a necessidade desnecessária que me açoda e incomoda ?...
de onde e para onde irei por que me atormenta
se a dor não é apenas minha mas a mola que movimenta
a humanidade em seus eternos e intricados questionamentos ?...
bastaria comer e beber defecar fazer sexo e gozar sem questionar
andar à esmo e ao sabor das circunstâncias na tangência de mim
afinal, queira ou não, é o que ocorre nos dias que se sucedem à todos...
amanhã ou depois esse episódio mal escrito terá um fim inopinado
tal é o destino inexorável de cada mortal e que bem que assim seja
uma trégua entre atos onde ressurgiremos em novas vestes
aguço meus sentidos e aspiro as cores odores que a vida me dá
para sentir e me sentir que existo e me permito usufruir como bençãos
e a natureza tão dadivosa nos concede prazeres na degustação de tanto mel
o olhar se perde na imensidão desse céu de mistérios luzes e seres divinos
meus pés registram o frescor das águas e os respingos em minha face distante
sigo meus passos na areia e a minha mente vagueia e no corpo/farol que me abriga
rezo a reza aprendida e, retido no escafrando dessa armadura, sobrevivo aturdido
com tantas emoções sentidas apreendidas nas sensações captadas trazidas
e caminho lento absorto e teimoso nas cogitações da vida...
me carregam em devaneios receios
no balouçar fremente das águas revoltas
idéias remotas incômodas de todos os tempos
encontro-desencontro-descompassos
reflexões que acalmam e incendeiam simultâneas
chamas tépidas mornas que queimam leve suave
aquecem antes de ferir gostosas de sentir
como uma feridinha que tiramos a casca para coçar
o que é tudo isso ? episódios de longo enredo
histórias a serem escritas intermináveis infindas
inúmeras personagens em cenários diferentes
de onde a melancolia as saudades de não sei de onde
o viés da visão nas coisas corriqueiras a sofrequidão
a necessidade desnecessária que me açoda e incomoda ?...
de onde e para onde irei por que me atormenta
se a dor não é apenas minha mas a mola que movimenta
a humanidade em seus eternos e intricados questionamentos ?...
bastaria comer e beber defecar fazer sexo e gozar sem questionar
andar à esmo e ao sabor das circunstâncias na tangência de mim
afinal, queira ou não, é o que ocorre nos dias que se sucedem à todos...
amanhã ou depois esse episódio mal escrito terá um fim inopinado
tal é o destino inexorável de cada mortal e que bem que assim seja
uma trégua entre atos onde ressurgiremos em novas vestes
aguço meus sentidos e aspiro as cores odores que a vida me dá
para sentir e me sentir que existo e me permito usufruir como bençãos
e a natureza tão dadivosa nos concede prazeres na degustação de tanto mel
o olhar se perde na imensidão desse céu de mistérios luzes e seres divinos
meus pés registram o frescor das águas e os respingos em minha face distante
sigo meus passos na areia e a minha mente vagueia e no corpo/farol que me abriga
rezo a reza aprendida e, retido no escafrando dessa armadura, sobrevivo aturdido
com tantas emoções sentidas apreendidas nas sensações captadas trazidas
e caminho lento absorto e teimoso nas cogitações da vida...
PROPOSTA ABERTA
economia nas palavras
espaços para reflexões
algo insinuado aberto
nada inteiro concluído
definido consumido
tudo a ser deduzido
construído sentido
acrescido constituído
meia roda que não fecha
sempre à espera
de mais alguém
de você ou de outro
na roda imensa
intensa
na construção
nada pronto
acabado
apenas um chamado...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
RESERVA DE AFETOS
quando seca a paisagem
voltamos ao colo da infância
saciando na doce ingenuidade
recobrando
a sensibilidade
que nos faz manso
diante às tempestades...
ONTEM & HOJE
elos
hoje
ontem
alicerce
passos
confiança
referência
tempo
experiência
reservas
arquivos
sentimentos
o ontem
no hoje
presente...
REFLEXÃO
lembranças
acalentos
reflexões
por triste
que seja
lembrada
alentos
revividos
memórias
arquivo
indelével
vivido
estigmas
vestígios
da existência...
MEMÓRIAS & AMIGOS
relembrados
redemoinhos vagos
testemunhados
perdidos em frases soltas
de repente ressuscitado
retalhos de vidas compartilhadas
recôndito no universo íntimo
esquecido relembrado
nos volta com os parceiros
num àtimo a fazer sentido
a chama esmaecida
viva participada
amigos cúmplices na jornada
co-autores de nossas façanhas
partícipes de nossas lembranças
obra escrita
várias mãos
no tempo desfolhada...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
FICÇÃO & VERDADE
criei uma estória
na qual não creio
mesclei recheios
coloquei receios
dúvidas dilemas
reverberei poemas
pretextando charme
ousei rimas nobres
perfumei de rosas
falei de flores
encantos
amores
ludibriei a mim
na ficção
me desnudei
bem queria
não acreditar
e acreditei....
SONHO CINDERELA.
se me dissesse que me amaria
apenas por também ser só
aceitaria

profissional
amam sem amar
o que não permitiria era ver
no brilho daqueles olhos
falsa magia que lhe impunha
a minha postura
falcatrua
disfarce oportuno
soturno
irônico
despudor
e antes que a noite
se fosse como um sonho
a carruagem reluzente fosse abóbora
vesti-me num átimo
seco e lacônico
e a deixei livre
...antes que fosse tarde !
e num rasgo
sorri intimamente
fingida dignidade...
INSINCERO
se lhe falasse de sonhos
talvez quisesse
muito mais
calei-me temendo
a solidão
ganhando tempo
crendo que meus
devaneios
a convencesse
e me perdoasse
pelo engodo
dos meus delírios
me senti só
com a negativa
compassiva no olhar
senti vontade imensa
de acompanhá-la
tanta certeza tinha
e também me deixar...
ATARANTADO...
atarantado
pelas ruas
subi desci ladeiras
cansei me refresquei
esconjurei esforços
me senti bagaço
envolvido
rendido
entretido
repugno
impuro
indefinido
adquirindo
seguindo a orda
na corda bamba
convencido
possuído
iludido
sob a magia
da mídia
me vi traído
consumidor
consumido
vendido
só as badaladas
dos sinos
de uma igrejinha
recordaram
algum
sentido
introspectivo
reflexivo
ferido...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
ROSAS...
H O R T Ê N S I A S
MEU PRESENTE
sábado, 20 de dezembro de 2008
NO FIO DA NAVALHA...
somos ambulantes
carregamos sonhos
fantasias e utopias
fetiches e alegorias
mercadejamos ilusões
para nos sentirmos sãos
sanidade periclitante
hesitante preocupante
angustiante
fugimos da raia
do fio da navalha
das angústias
preferimos a fuga
nas lutas renhidas
de um eterno amanhã
carregando
o fardo
hoje presente...
EXIGÊNCIAS...
para ser cidadão
necessitamos
de identidade
e de todas
certidões
nascer/morrer
para se viver
se entender
é preciso mais...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
SEM DESTINO
ia
de lado
a outro
absorto
alheio
solto
passos
lentos
miúdos
curvado
sonado
desatento
bolha
boiando
voando
noite
relento
ventos...
CAMINHOS
juntos
e
sós
habitantes
espaços
compartilhados
ilhados
em si
seus territórios
no mesmo ar
carecem
um do outro
pessoas
únicas
individuais
caminhos
trilhas
desiguais
somatórias
histórias
pessoais
viajantes
errantes
seculares
necessitam
um do outro
na vivência
na solidão
única
de cada um...
PARANÓIA
ah, procura !
infinita
tortura
rica dolorida
cicatrizes
feridas
despenhadeiros
roteiros
labirintos
gritos
ecos
desesperos
buscas
insaciadas
saídas entradas
mergulhos
imersos
submersos
de mim
em mim...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
REFLEXOS
chinfrim realidade
fugir distrair
fingir
sentir-se outro
em outra veste
disfarce
viver a dor
de outrem
como nossa
chorar convulso
lamento alheio
recreio
fustigar feridas
cicatrizes doídas
dramatizar
lamentar dores
alheias
como próprias
fugas
doloridas
verdadeiras...
NOVA LINGUAGEM
desgastadas
reutilizadas
rotineiras
automáticas
sensações
sentimentos
cumprimentos
comportamentos
comportados
saturados
inalados
exalados
confundidos
nos enlatados
de supermercados
melhores os sinais
dos olhares
sinceros emocionais...
MUNDO ANIMAL
os animais
no cio
se cortejam
na corte
se bastam
procriam
os homens
seduzem
iludem
no gozo
prazer
domínio
no sexo
sem nexo
se confundem...
NA CONTRA-MÃO...
ouço sons e brados
enérgicos clamores
em um refrão
todos pedem tudo
poucos tem o pouco
entoam na multidão
já não acompanho
o rol dos seus lamentos
alheio em meu canto
seus gritos e peias
gemidos e alaridos
contritos resumidos
embora os entenda
nas suas carências
caminho na tangência
por quadras e esquinas
portos e miragens
busco novas paragens
para verdades além
que me comprazem
e justificam o momento
o isolamento
a busca
o encontro com o meu tempo...
APARÊNCIAS
nas sombras
ecos
ecoam
malícias
obscuras
obscenas
inaceitas
indiscretas
importunas
do sub
ao consciente
censuras
imagens
escusas
vetadas
em nome
da boa
aparência
decência
cordatas
posturas
reprime
desejos
que devoram...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
MULHER-AMÉLIA-VERDADE
do almoço
sobras
no jantar
das vestes
remendos
para usar
renúncias
resignadas
ilusões
menosprezo
desapreço
desprezos
encanecidos
fios
prateados
heroina
da canção
esquecida...
( Ref. Amélia, mulher de verdade, canção de Mário lago e Ataulfo Aves))
AGUARDANDO
nos rastros
a porta
semi-aberta
por ela
fechada
encerrada
nos atos
decisivos
incisivos
marcados
resolutos
irrefletidos
entreaberta
a esperança
na espera
da volta...
NA PARTIDA...
ainda bem que nada levamos
para não sufocar as bagagens
usufruimos e deixamos
aparências conveniências
hipocrisias enganos
fruticas disputas e brigas
tudo resta para quem fica
na mala das lembranças
apenas sonhos bons
risos e abraços
sinceros amigos
leves canções
um sopro
uma brisa
memórias desta vida...
VIDA LINDA
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
INCOERÊNCIAS
tantas coisas ditas
como certas
tidas e repetidas
dogmas irrefutáveis
como verdades
temas inquestionáveis
sofismas dilemas
incrustados
em velhos lemas
verdades críveis
retratam como banais
sentenças permissíveis
corredores do horror
vingança é exemplo
sangue e pavor
benzem e executam
em nome da justiça
a existência banalizam
um erro por outro
justificando a pena
pelo fim da vida...
CONSOLO
soube ontem que o fulano já não é mais
morreu de morte súbita infarto do miocárdio
não sofreu em demasia resta este consolo
poderia ser bem pior doença crônica
daquelas que aniquila aos poucos
desvanece o corpo e a dignidade
as tais enfermidades que evitamos
mencionar e os mais antigos se benziam
ao pronunciar aqueles nomes malditos
o fato é que o fulano expirou
um pouco aflito e sem ar
mas pouco durou a agonia
que bom que ele se foi
quero dizer sem sofrer muito
que é o que importa
visto que não interessa
a senha todos temem
a passagem desta vida
infarto é algo breve
leve desejado quase
o fulano teve sorte
acho...
CANTO & PRANTO

do canário preso
na gaiola do vizinho
ninguém sabe se canta ou lamenta
a sua sorte prisioneira cativa
nos estreitos limites de sua cela
o certo é que encanta seu canto
e o que importa não é o possível
pranto mas a beleza que encanta
e o mantém refém na vida...
quantos de nós iludidos com a liberdade
ficamos restritos e contritos nos recintos
nos limites estreitos de nós mesmos...
como não gorjeiamos lindamente como
canários resta-nos versos destroncados
chulos para retratar o mundinho
visto da janela de um apartamento
no pombal de uma selva gigante de
concreto ouvindo o som de um pássaro
preso aliviando a nossa própria prisão...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
BREVE REINADO
domingo, 14 de dezembro de 2008
CORPO & ALMA
sujeiras
no corpo
lavadas
apagadas
na água
levadas
cicatrizes
sinais
na alma
o vento
o tempo
não desfaz...
VIAJANTE DE SI
embotado em si
ensimesmado
curvado olhando
as calçadas
suas assimetrias
corria espaços
percurso certo
corriqueiros
rotineiros
como ostra
sobre si
fechado
atento
em busca
de algo
ou de si mesmo...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
CORA MENINA

doce menina
na primazia
de seu verdor
pequena ainda
no desenrolar
da caminhada
extensa lida
encantos magias
a beleza dos momentos
na maestria da escola
aprendida dia a dia
mosaico de sensações
colecionados no infinito
em passagens e viagens
bagagens somadas
batalhas vencidas
lutas reiniciadas
assim é a proposta
colocada destemida
a todos nós nesta vida...
( para Cora Mariel lima, 21 anos hoje)
SEM POESIA
se tudo
fosse dito
sem magia
um grito
apenas
um gesto
a manhã
início
a tarde
o meio
a noite
fim
do dia
palavras
secas
desornadas
palhaço
sem disfarce
alegorias
bolo
sem enfeite
alegrias
arco-íris
sem encanto
detalhe
despidas
nuas
analogias
ausentes
fantasias
metáforas
imagens
mirradas
cruas
insossa
a vida
sem poesia...
SENTIMENTO IGNORADO
ignorava
gostar
desdenhava
ausências
saudades
querências
sintomas
sentimentos...
bem
e mal
me faziam
do bem
que o gostar
apraz
das dores
que amar
traz
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
À BEIRA-MAR
NOTA DE JORNAL
dos traços
mal traçados
encontrados
socorro
tardio
vazio
no ar
voando
pesado
no chão
estatelado
amontoado
um Ser
vivência
ocorrência...
VIDAS RESUMIDAS
silêncio
martiriza
palavras
insaciadas
puída a corda
entrelaços
débeis
frágeis
verbalizar
não há o que
resta
um resto
espremido
sufocado
suportado
de dignidade
aceno
abraço
afago
adeus...
MARIPOSAS
VIDA EMPENHORADA
dos passos dados os mais longos
foram no sentido da entrada
ao balcão
nas mãos trêmulas o estojo
decoração simples ornado
no interior as reminiscèncias
cada pingente, anel e brincos
momentos refulgentes íntimos
à apreciação de um estranho
naquele ato um pouco de si
momentos acalentados
sua história resumida ali
avaliação banal gramas e pesos
bem menos do que significavam
registro de uma vida ali avaliada
sopesando valores
no maço de notas
na casa de penhores...
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